O Princípio da Criação do Homem e as Rebeliões Angelicais
Uma leitura bíblica, teológica e histórica à luz da Torá
Por: Sha’ul Lamunier Ben Yahwdah
Teólogo YaHWd Netzari – Graduado pelo CATES – Centro Avançado de Teologia Ensinando de Sião
Filiado ao MJBI – Messianic Jewish Bible Institute
Filiado ao NetivYaH Bible Instruction Ministry – YaHWshalayim
Uma análise à luz da Torá, do PARDES e das tradições antigas
Introdução metodológica
Para evitar confusão doutrinária, é essencial estabelecer como ler os textos. A Torá não foi escrita para ser lida apenas no nível literal (Peshat), mas em camadas:
Peshat – sentido direto
Remez – alusões e símbolos
Derash – interpretação teológica e pedagógica
Sod – mistério espiritual (nunca desconectado da Torá)
O erro recorrente em muitos debates modernos é misturar Sod com Peshat, ou mitologizar o texto sem critérios hebraicos. Partiremos da Torá e, somente depois, dialogaremos com fontes externas (sumérias, acadias, enoqueanas).
1. HaSatan no Jardim do Éden
1.1 Quem é HaSatan na Torá?
Na Torá, HaSatan não aparece inicialmente como um “demônio medieval”, mas como um adversário, um acusador, alguém que atua dentro de limites estabelecidos pelo Criador.
O termo ha-satan (הַשָּׂטָן) é funcional, não um nome próprio absoluto. Ele designa:
oposição
teste
acusação jurídica
Somente mais tarde, em textos pós-exílicos, essa figura ganha maior personalização.
1.2 A serpente: literal, simbólica ou híbrida?
O texto de Bereshit 3 diz:
“Ora, a serpente era mais astuta que todos os animais do campo…”
No Peshat
Há uma serpente real, criada por Elohim.
Ela fala — o que indica que o mundo antediluviano não seguia as mesmas leis físicas atuais.
No Remez
A serpente é um veículo.
O texto não diz que ela agiu sozinha.
Há uma inteligência por trás da fala.
No Sod
HaSatan opera por meio da serpente, não necessariamente encarnando nela.
Não há indicação textual de materialização física direta de HaSatan.
👉 Conclusão parcial:
HaSatan não precisa se materializar para seduzir. Ele age por mediação, influência, persuasão — um padrão que se mantém em toda a Escritura.
2. O “fruto proibido”: o que ele era?
2.1 O erro da leitura literalista simplista
A Torá não nomeia o fruto. Isso não é omissão acidental — é intencional.
Se fosse apenas um fruto físico:
Qual seria o sentido de “abrir os olhos”?
Por que o resultado imediato é consciência moral e vergonha?
2.2 Três níveis de compreensão
Peshat
Um fruto real, de uma árvore real.
Um ato real de desobediência.
Remez
“Comer” (achál) frequentemente significa assimilar, internalizar.
O fruto representa acesso indevido a um domínio de conhecimento/autoridade.
Sod
O “conhecimento do bem e do mal” não é informação ética básica.
Trata-se de autonomia moral: decidir por si o que é bem e mal sem submissão ao Criador.
👉 O pecado não foi biológico.
Foi ontológico e governamental.
3. O chamado “filho da serpente”
3.1 O texto-chave
“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua semente e a semente dela…” (Bereshit 3:15)
Aqui surgem interpretações perigosas quando se abandona o método hebraico.
3.2 O que não significa
❌ Não significa que a serpente teve relações sexuais com Chavah.
❌ Não significa um híbrido biológico no Éden.
❌ Não há nenhuma genealogia estranha em Bereshit 4.
Essas ideias vêm de leituras gnósticas tardias, não da Torá.
3.3 O que significa biblicamente
Na Torá, “semente” (zera) pode ser:
descendência física
linhagem espiritual
padrão de comportamento
Exemplo:
“Filhos de Belial” ≠ filhos biológicos de um ser chamado Belial.
👉 “Semente da serpente” =
uma linhagem espiritual de rebeldia, oposição ao governo de Elohim.
4. A Primeira Rebelião Angelical
4.1 Quando ocorreu?
A Torá não descreve detalhadamente a queda inicial de HaSatan. Isso é proposital.
O que sabemos:
Ele já estava em oposição antes ou no início da história humana.
Sua atuação é restrita, não criadora, não geradora de vida.
4.2 Por que não houve coabitação com mulheres?
Aqui está um ponto crucial.
Os anjos associados a HaSatan:
Não tomaram mulheres
Não geraram descendência
Não corromperam geneticamente a humanidade
Isso indica limitação estrutural.
4.3 Tipo de limitação
A evidência textual aponta para três possibilidades combinadas:
Limitação ontológica
Eles não possuem mais capacidade de materialização plena.Limitação jurídica
Estão sob sentença, mas ainda operam como acusadores.Limitação funcional
Atuam no campo da influência, não da criação.
👉 HaSatan não cria, não gera, não dá vida.
Ele apenas distorce o que já existe.
5. A Segunda Rebelião: Bereshit 6
Aqui ocorre algo radicalmente diferente.
“Os filhos de Elohim viram que as filhas dos homens eram formosas…”
Esses duzentos anjos:
se materializam
coabitam
geram híbridos (nefilim)
Textos como o Livro de Enoque ampliam esse relato, sem contradizer a Torá.
Diferença essencial
Isso explica por que o Dilúvio foi necessário:
não apenas por pecado moral, mas por corrupção da criação.
PARTE II
O Destino dos Anjos Rebeldes, as Prisões Espirituais e o Testemunho das Tradições Antigas
6. O destino dos anjos da Segunda Rebelião
Ao contrário dos anjos associados a HaSatan na primeira rebelião, os anjos de Bereshit 6 ultrapassaram um limite irreversível.
Eles não apenas desobedeceram — eles corromperam a criação.
6.1 A punição diferenciada
A Torá não descreve diretamente o encarceramento desses anjos, mas os Nevi’im e os Ketuvim preservam ecos dessa tradição, posteriormente sistematizada em textos do período do Segundo Templo, como o Livro dos Jubileus.
O padrão é claro:
Perda definitiva da capacidade de materialização
Prisão em regiões espirituais inferiores
Aguardam juízo final
Essa prisão não é simbólica. É jurídica e ontológica.
6.2 Por que esses anjos foram presos e os outros não?
Porque:
Eles violaram sua função
Transgrediram a separação entre céu e terra
Introduziram linhagens híbridas, algo proibido desde Bereshit 1 (“cada um segundo a sua espécie”)
👉 A questão central não é sexualidade, mas mistura ilegítima de domínios.
7. Onde estão os anjos da Primeira Rebelião?
Aqui reside um ponto teológico frequentemente mal compreendido.
Os anjos ligados a HaSatan:
Não estão presos
Atuam sob permissão
Não se materializam
Não geram descendência
Eles funcionam como:
acusadores
testadores
opositores
Isso é visível em textos como Iyov (Jó), onde HaSatan não age livremente, mas sob autorização.
7.1 O papel jurídico de HaSatan
No modelo hebraico antigo, HaSatan atua como um promotor celestial, não como um rival igual ao Criador.
Ele:
observa
acusa
testa
Mas não legisla, não cria, não governa.
8. HaSatan se materializou no Éden?
A resposta mais fiel à Torá é: não há necessidade disso.
8.1 Por quê?
Porque:
A sedução ocorreu no campo da palavra
O pecado nasce da escuta e da aceitação
O padrão se repete em toda a Escritura:
primeiro a dúvida → depois a desobediência → então a queda
HaSatan age:
por sugestão
por distorção
por reinterpretação da ordem divina
Nunca por imposição física direta.
9. As “prisões espirituais” e os termos antigos
Textos antigos falam de:
Abismo
Trevas
Profundezas
Regiões inferiores
Esses termos não são helenísticos; são semíticos, ligados à ideia de exclusão funcional do cosmos ordenado.
👉 Um ser preso não deixa de existir, mas deixa de exercer função.
10. Diálogo com as tradições sumérias e do Antigo Oriente Próximo
Agora entramos em terreno delicado — e por isso precisamos ser extremamente criteriosos.
10.1 Os Apkallu e os “sábios antigos”
Nos registros mesopotâmicos, os Apkallu são descritos como:
seres semi-divinos
transmissores de conhecimento proibido
associados ao período antediluviano
Após o Dilúvio, alguns textos afirmam que eles:
foram julgados
foram afastados
perderam acesso ao mundo humano
👉 O paralelismo com Bereshit 6 é evidente em estrutura, não em teologia.
10.2 Os Anunnaki: deuses ou anjos?
O erro moderno é ler os Anunnaki como “alienígenas” ou “deuses literais”.
No contexto antigo:
“deuses” = poderes celestiais
linguagem simbólica, não científica
tradição corrompida da memória do contato angelical
A Torá não nega a existência de seres celestiais — ela nega sua divindade.
11. Existem outras rebeliões angelicais?
A Torá não enumera oficialmente múltiplas rebeliões, mas a tradição indica três estágios de desordem celestial:
11.1 Primeira Rebelião – Adversarial
associada a HaSatan
oposição
teste
sem mistura genética
11.2 Segunda Rebelião – Transgressora
anjos vigilantes
materialização
corrupção da carne
Dilúvio como resposta
11.3 Terceira manifestação – Escatológica (futura)
textos proféticos sugerem liberação temporária
juízo final definitivo
restauração plena da ordem
Essa última ainda não ocorreu plenamente.
12. Panorama teológico final (até aqui)
Podemos afirmar com segurança:
HaSatan não é criador, nem gerador
O Éden não envolve hibridização
O pecado original é governamental, não sexual
A Segunda Rebelião é genética e cósmica
O Dilúvio é ato de preservação, não apenas punição
As tradições antigas preservam memórias fragmentadas, não revelação plena
PARTE III
Nefilim, Espíritos Impuros e a Restauração da Ordem Criacional
13. Quem eram os Nefilim?
O termo nefilim (נְפִילִים) aparece poucas vezes na Escritura, mas seu impacto teológico é enorme.
Em Bereshit 6:4 lemos:
“Havia nefilim na terra naqueles dias — e também depois — quando os filhos de Elohim entraram às filhas dos homens…”
13.1 Etimologia hebraica
A raiz נפל (nafal) significa:
cair
decair
ser lançado abaixo
Logo, nefilim = “os caídos” ou “os que fizeram cair”.
👉 Não são apenas “gigantes físicos”, mas símbolos vivos de uma queda cósmica materializada.
13.2 Nefilim, Giborim e Refaim
A Torá e os Profetas usam termos distintos:
Nefilim – origem híbrida
Giborim – homens de poder, fama e violência
Refaim – remanescentes pós-diluvianos, ligados à memória do terror antigo
Eles não são sinônimos, mas estágios de degeneração da humanidade quando há interferência ilegítima.
14. O destino dos híbridos
Aqui entramos em um ponto que a Torá deliberadamente silencia em detalhes, mas a tradição preserva princípios.
14.1 Por que os nefilim não continuaram?
Porque:
Eles não pertenciam plenamente à criação
Violavam o princípio “segundo a sua espécie”
Não podiam herdar o mundo vindouro
O Dilúvio elimina seus corpos, mas surge a pergunta:
👉 O que aconteceu com sua parte espiritual?
15. A origem dos espíritos impuros
Na tradição hebraica do Segundo Templo, preservada em textos como o Livro de Enoque, há uma explicação coerente:
Os anjos caídos foram presos
Seus filhos morreram no Dilúvio
O espírito desses híbridos não podia retornar ao céu
Nem pertencia plenamente à terra
Resultado:
👉 tornam-se espíritos errantes, hostis à humanidade.
15.1 Diferença crucial
Isso explica por que:
Espíritos impuros buscam corpos
Anjos não precisam
Humanos não possuem esse padrão
16. Isso é Torá ou tradição?
Excelente pergunta — e necessária.
A Torá não detalha, mas:
não contradiz
pressupõe
permite essa leitura
A Escritura hebraica muitas vezes não explica o “como”, apenas estabelece o “o que” e o “por quê”.
17. A missão do Mashiach nesse contexto
Agora chegamos ao ponto culminante.
A redenção não é apenas moral, mas cósmica.
O Mashiach não vem apenas para:
perdoar pecados
ensinar ética
Ele vem para restaurar a ordem da criação.
17.1 Autoridade sobre espíritos impuros
Nos relatos sobre Yahshua, vemos algo singular:
Ele expulsa espíritos impuros sem rituais
Eles O reconhecem
Eles O temem
👉 Isso revela autoridade sobre uma categoria específica de seres — não anjos, mas espíritos desordenados.
17.2 Por que eles O reconhecem?
Porque:
Ele é o Adam restaurado
O Homem conforme o propósito original
Aquele que retoma o domínio perdido no Éden
O que foi corrompido pela Segunda Rebelião começa a ser desfeito.
18. A cruz como julgamento cósmico
A morte do Mashiach não é apenas expiação humana.
Ela é:
desmascaramento dos poderes
anúncio do juízo final
início da restauração universal
Como ecoado nos Salmos e nos Profetas (Tehillim), o governo ilegítimo não permanecerá.
19. Panorama final das rebeliões (síntese progressiva)
20. Conclusão teológica (antes da síntese final)
Podemos afirmar, com segurança bíblica e fidelidade hebraica:
HaSatan é opositor limitado
Os anjos vigilantes cometeram transgressão irreversível
Os nefilim são sinal de corrupção cósmica
Espíritos impuros não são anjos
A redenção em Yahshua é cósmica, histórica e escatológica
Síntese Teológica Final à Luz da Torá e da História Antiga
1. A Criação do Homem e o propósito original
A criação do homem em Bereshit 1–2 não é meramente biológica, mas governamental e sacerdotal.
O ser humano é formado para:
portar a imagem (tzelem) de Elohim;
exercer domínio delegado sobre a criação;
manter a ordem entre céu e terra.
A queda humana não invalida esse propósito, apenas o interrompe temporariamente.
2. HaSatan e o Éden: a primeira rebelião
HaSatan surge como adversário funcional, não como criador ou rival absoluto do Criador.
Pontos fundamentais estabelecidos:
HaSatan não se materializa fisicamente no Éden;
Atua por sedução, palavra e distorção, não por força;
Opera dentro de limites jurídicos impostos por Elohim.
A serpente funciona como instrumento, não como agente autônomo.
3. O “fruto proibido” e o erro humano
O “fruto” não pode ser reduzido a um objeto botânico isolado.
À luz do PARDES:
Peshat: houve um ato real de desobediência;
Remez: “comer” implica assimilar e internalizar;
Sod: o pecado foi a usurpação da autonomia moral, a tentativa de definir o bem e o mal sem submissão ao Criador.
Portanto, o pecado original é ontológico e governamental, não sexual nem biológico.
4. A “semente da serpente”: o que é e o que não é
A expressão “semente da serpente”:
não indica descendência biológica;
não envolve coabitação no Éden;
representa uma linhagem espiritual de oposição, um padrão de rebeldia transmitido por comportamento, não por genética.
A Torá preserva genealogias claras — e nenhuma linhagem híbrida surge em Bereshit 4.
5. A Primeira Rebelião Angelical: natureza e limites
Os anjos associados a HaSatan:
não coabitam com mulheres;
não geram descendência;
não se materializam plenamente.
Isso indica restrição ontológica e jurídica.
Eles atuam como:
acusadores;
opositores;
testadores.
Não são presos, mas limitados.
6. A Segunda Rebelião: Bereshit 6 e a transgressão irreversível
Em Bereshit 6, ocorre algo sem precedentes:
anjos vigilantes se materializam;
tomam mulheres humanas;
geram os nefilim, híbridos que corrompem a criação.
Essa não é apenas desobediência — é violação da ordem criacional.
A resposta divina é proporcional:
prisão dos anjos transgressores;
eliminação dos híbridos pelo Dilúvio;
preservação da linhagem humana legítima.
7. Nefilim, espíritos impuros e desordem espiritual
Os nefilim não pertencem plenamente:
nem ao céu;
nem à terra.
Segundo a tradição judaica do Segundo Templo (ecoada no Livro de Enoque):
seus corpos perecem;
seus espíritos tornam-se errantes.
Assim surge a categoria dos espíritos impuros, que:
não são anjos;
não são humanos;
buscam corpos para habitar.
Isso explica seu comportamento distinto na Escritura.
8. HaSatan x Vigilantes: distinção essencial
Confundir essas categorias gera erros doutrinários graves.
9. Tradições antigas e memória histórica
Registros sumérios e mesopotâmicos (Apkallu, Anunnaki) não são revelação, mas memórias corrompidas de eventos reais:
seres celestiais;
transmissão de conhecimento proibido;
juízo pós-diluviano.
A Torá não nega esses contatos — ela os redefine, retirando qualquer status divino.
10. O Mashiach e a restauração da criação
A missão do Mashiach, Yahshua, não é apenas moral ou individual.
Ela é:
cósmica;
jurídica;
restauradora.
Ele:
expulsa espíritos impuros com autoridade;
retoma o domínio humano legítimo;
anuncia o juízo final sobre poderes rebeldes.
O que foi perdido no Éden começa a ser restaurado.
11. Panorama final das rebeliões angelicais
Primeira Rebelião
oposição espiritual
sem hibridização
atuação limitada
Segunda Rebelião
transgressão física
corrupção genética
prisão dos envolvidos
Juízo Final (futuro)
eliminação definitiva da desordem
restauração plena dos céus e da terra
Conclusão definitiva
À luz da Torá, da tradição hebraica e da história antiga, podemos afirmar com segurança:
O Éden não envolve sexo angelical;
O pecado original é governamental, não biológico;
HaSatan é adversário limitado, não criador;
A Segunda Rebelião é única, grave e irrepetível;
O Dilúvio é ato de preservação da criação;
A redenção messiânica é cósmica e restauradora.
A Escritura não é um mito — é memória sagrada, cuidadosamente preservada, que revela a luta entre ordem e desordem, e aponta para a restauração final sob o governo do Criador.
Bibliografia
Textos Bíblicos e Judaicos Primários
Torá. Bereshit (Gênesis). Texto hebraico tradicional.
Tanakh. Nevi’im e Ketuvim.
Tehillim.
Sefer Iyov.
Literatura Judaica do Segundo Templo
Livro de Enoque (1 Enoque). Traduções acadêmicas do etíope e aramaico.
Livro dos Jubileus.
Manuscritos do Mar Morto. Textos selecionados sobre anjos e vigilantes.
Estudos Judaicos e Hebraicos
BROWN, Francis; DRIVER, S. R.; BRIGGS, Charles. Hebrew and English Lexicon of the Old Testament.
KASS, Leon R. The Beginning of Wisdom: Reading Genesis.
SARNA, Nahum M. Genesis – The JPS Torah Commentary.
WENHAM, Gordon J. Word Biblical Commentary: Genesis 1–15.
Angelologia e Mundo Espiritual no Judaísmo Antigo
HEISER, Michael S. The Unseen Realm.
HEISER, Michael S. Angels: What the Bible Really Says about God’s Heavenly Host.
DAVIDSON, Gustav. A Dictionary of Angels.
SEGAL, Alan F. Two Powers in Heaven.
Antigo Oriente Próximo e Tradições Paralelas
PRITCHARD, James B. Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament.
KRAMER, Samuel Noah. The Sumerians: Their History, Culture, and Character.
DALLEY, Stephanie. Myths from Mesopotamia.
BLACK, Jeremy; GREEN, Anthony. Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia.
Teologia Messiânica e Restauração Criacional
JUSTER JR., Daniel C. Jewish Roots: A Foundation of Biblical Theology.
KINZER, Mark S. Postmissionary Messianic Judaism.
BAUCKHAM, Richard. Bible and Mission.
Metodologia Hermenêutica Judaica
PARDES: Peshat, Remez, Derash e Sod – tradição interpretativa rabínica clássica.
MIDRASH RABBAH – seleções sobre Bereshit.
Observação Final
A presente bibliografia foi organizada com o propósito de fundamentar biblicamente, historicamente e teologicamente o estudo sobre a criação do homem e as rebeliões angelicais, evitando leituras mitológicas, gnósticas ou helenizadas, e preservando o eixo da revelação hebraica.
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